| Pedro Ribeiro: "Ver os problemas de perto |
| Jair Correia: "Foi muito oportuno". |
Morador do bairro Bacacheri há mais de 25 anos, o síndico e comerciante Jair Correa, 58
anos, ficou surpreso com a visita dos
agentes. “Confesso que não sabia que a Regional Boa Vista abrangia tantos
bairros e fiquei surpreso quando a equipe chegou no meu comércio. Foi muito
oportuno, pois recebi orientação sobre como protocolar uma solicitação dos
condôminos para a retirada de raízes de três árvores da frente do condomínio,
que poderão abrir espaço para novas vagas de estacionamento, beneficiando os
lojistas e clientes. ” relatou Correa.
“Gostei da visita e do interesse da prefeitura em visitar os
bairros neste início de gestão e não apenas no período de eleição”, disse o
policial militar Antonio Edvilson Silva, morador do Pilarzinho.
Pedidos
“É um projeto
embrionário, piloto, mas que está trazendo excelentes resultados” comentou
Ribeiro. “Ouvir as pessoas é fundamental para uma boa gestão” destaca
Ademir Antonio, coordenador de assuntos comunitários da Regional Boa
Vista.
A agente comunitária Paola Katarina relata que a
receptividade tem sido positiva. “As pessoas ficam felizes quando nos
identificamos, nos colocamos à disposição e informamos os serviços que a
Regional oferece. Procuramos dar resposta imediata aos pedidos e, quando isso
não é possível, levamos para o departamento competente responder
posteriormente” afirmou.
Entre as solicitações mais frequentes estão limpeza de caixa
de captação (boca de lobo), drenagens, roçadas, retirada de lixo depositado em
via urbana por populares, melhorias na iluminação pública, implantação de
lombadas e rotatórias, corte e poda de árvores e questões relacionadas a
trânsito, pavimentação e transporte coletivo.
A Regional Boa Vista, localizada na região norte de
Curitiba, abrange 13 bairros ((Abranches,
Atuba, Bacacheri, Bairro Alto, Barreirinha, Boa Vista, Cachoeira, Pilarzinho,
Santa Cândida, São Lourenço, Tarumã, Taboão e Tingui)), que,
somados, abrigam em torno de 250 mil pessoas. Para conhecer os serviços
oferecidos ao cidadão acesse o site
http://www.curitiba.pr.gov.br/servicos/cidadao.
Serviço
Regional Boa Vista
(41) 3313-5710
Horários de atendimento:
Manhã: 08:00-12:00
Tarde: 12:00-18:00
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| Primeira sede da Sociedade. |
Hoje, 15 de agosto, é um dia histórico no Abranches. Há exatamente 102 anos,
numa segunda-feira de feriado, era criada a Sociedade Cultural Abranches. A ideia
havia sido moldada um dia antes, quando ao sair da missa na Igreja de Santa Ana,
um grupo de moradores começou a estudar a possibilidade de se criar uma
associação que servisse como um fundo de previdência para toda a comunidade do
bairro. Foi no dia seguinte, Dia da
Assunção de Maria – até então feriado na cidade – que, também após a missa, o
grupo voltou a se reunir para formalizar a entidade.
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| Membros da primeira diretoria. |
Primeira colônia de imigrantes poloneses no Sul do Brasil, o
Abranches sempre cultivou as tradições
trazidas do país europeu. Assim também foi com a sociedade, que inicialmente se
chamou “Towarzystwo Polskie Dobroczynne Robotnecze Krola
Wladyslava Jaglielo”, que em português signiica “Sociedade
Polonesa Operária Beneficente Rei Ladislau Jaglielo”. A Sociedade foi criada
justamente para que os membros da comunidade se ajudassem mutuamente. Com contribuições mensais, criava-se um
pecúlio, a ser usado para ajudar moradores em momentos de dificuldades.
A primeira sede foi construída em madeira. A sede atual foi
inaugurada em 1935. Segundo levantamento realizado no final dos anos 60 pelo
estudioso Luis Chervinski, o grupo fundador era formado por 67 membros, entre
eles, os padres Ludovico Bronny e João Wrobel
e representantes de praticamente todas as famílias do bairro, como os
Krainski, Kalinowski, Piekarski, Kowalski, Mikosz, Bajerski, Kuk, Skrocki,
Polak, Rulanski, Szwonka, Henkes, Grabowski, Zgoda, Dubiela, Henkes e vários
outros cujos descendentes ainda moram no bairro e adjacências. Décadas depois,
a Sociedade contava com mais de 1.500 associados.
Já na primeira etapa da sociedade, cujo diretor era Hipólito
Kowalski, começaram a ser realizados os bailes, que reuniam todos os colonos
para dançar suas valsas e mazurkas. Em
1921, o então diretor Martin Kalinowski
criou o grêmio para as mulheres. De lá para cá, a Sociedade passou por muitas
mudanças, inclusive no nome e nos objetivos.
Mas, atual Sociedade Cultural do Abranches continua
realizando os bailes, que atraem não só moradores da região como de outras
partes da cidade para o número 5932 da
Mateus Lemes,a poucos metros do Parque São Lourenço. O próximo
sábado, dia 18, será especial, pois comemorará os 102 anos da entidade com um
jantar dançante. Informações pelo telefone 3354- 4464. Então, só resta dizer “na
zdrowie”, que em polonês quer dizer “à sua saúde!”.
| Click e aumente a foto. |
São tantos bosques pela região que mesmo muito moradores
antigos não conhecem alguns. Um deles, no Abranches, é o Erwin Grogër, mas que também pode ser
chamado de Bosque do Professor, por homenagear um pioneiro no montanhismo, orquidófilo
e um dos primeiros a defender a presrvação da natureza por estes lados.
O bosque fica de frente para a rua Benedito Correia de
Freitas e faz fundos com a Ópera de Arame, no Abranches.
Erwin Grogër, falecido em 2008 aos 96 anos,
Quem morou até o final da década de 1970 próximo à pedreira tinha um barulho muito mais potente para incomodá-lo do que o de qualquer banda de rock que já fez show por ali depois dos anos 90. E era um barulho diário...




