Pedro Ribeiro: "Ver os problemas de perto
Equipes de agentes comunitários da Regional Boa Vista estão percorrendo os 13 bairros da região para, em conversa com comerciantes e outros moradores, identificar necessidades e recolher sugestões. Desde fevereiro, as equipes já fizeram 229 visitas. “Além de nos aproximar da comunidade e ver os problemas de perto, essas visitas antecipam questões que seriam encaminhadas pelo telefone 156, gerando inclusive economia na impressão de formulários de atendimento”, diz o administrador da Regional Boa Vista, Pedro Ribeiro. O trabalho também ajudará as secretarias municipais no planejamento de políticas públicas.

Jair Correia: "Foi muito oportuno".
As visitas são feitas por oito pessoas, divididas em quatro equipes, que fazem abordagens diretas a moradores e comerciantes. Das solicitações recebidas até agora, cerca de 60% foram resolvidas pelo Departamento de Manutenção Urbana da Regional, sem envolver a Central 156.

Morador do bairro Bacacheri há mais de 25 anos,  o síndico e comerciante Jair Correa, 58 anos,  ficou surpreso com a visita dos agentes. “Confesso que não sabia que a Regional Boa Vista abrangia tantos bairros e fiquei surpreso quando a equipe chegou no meu comércio. Foi muito oportuno, pois recebi orientação sobre como protocolar uma solicitação dos condôminos para a retirada de raízes de três árvores da frente do condomínio, que poderão abrir espaço para novas vagas de estacionamento, beneficiando os lojistas e clientes. ” relatou Correa.
“Gostei da visita e do interesse da prefeitura em visitar os bairros neste início de gestão e não apenas no período de eleição”, disse o policial militar Antonio Edvilson Silva, morador do Pilarzinho. 
Pedidos
 “É um projeto embrionário, piloto, mas que está trazendo excelentes resultados” comentou Ribeiro. “Ouvir as pessoas é fundamental para uma boa gestão”  destaca  Ademir Antonio, coordenador de assuntos comunitários da Regional Boa Vista.
A agente comunitária Paola Katarina relata que a receptividade tem sido positiva. “As pessoas ficam felizes quando nos identificamos, nos colocamos à disposição e informamos os serviços que a Regional oferece. Procuramos dar resposta imediata aos pedidos e, quando isso não é possível, levamos para o departamento competente responder posteriormente”  afirmou.
Entre as solicitações mais frequentes estão limpeza de caixa de captação (boca de lobo), drenagens, roçadas, retirada de lixo depositado em via urbana por populares, melhorias na iluminação pública, implantação de lombadas e rotatórias, corte e poda de árvores e questões relacionadas a trânsito, pavimentação e transporte coletivo.
A Regional Boa Vista, localizada na região norte de Curitiba, abrange 13 bairros ((Abranches, Atuba, Bacacheri, Bairro Alto, Barreirinha, Boa Vista, Cachoeira, Pilarzinho, Santa Cândida, São Lourenço, Tarumã, Taboão e Tingui)), que, somados, abrigam em torno de 250 mil pessoas. Para conhecer os serviços oferecidos ao cidadão acesse o site http://www.curitiba.pr.gov.br/servicos/cidadao.
Serviço
Regional Boa Vista
(41) 3313-5710
Horários de atendimento:
Manhã: 08:00-12:00
Tarde: 12:00-18:00


Primeira sede da Sociedade.

Hoje, 15 de agosto, é um dia histórico no Abranches. Há exatamente 102 anos, numa segunda-feira de feriado, era criada a Sociedade Cultural Abranches. A ideia havia sido moldada um dia antes, quando ao sair da missa na Igreja de Santa Ana, um grupo de moradores começou a estudar a possibilidade de se criar uma associação que servisse como um fundo de previdência para toda a comunidade do bairro.  Foi no dia seguinte, Dia da Assunção de Maria – até então feriado na cidade – que, também após a missa, o grupo voltou a se reunir para formalizar a entidade.

Membros da primeira diretoria.
Primeira colônia de imigrantes poloneses no Sul do Brasil, o Abranches  sempre cultivou as tradições trazidas do país europeu. Assim também foi com a sociedade, que inicialmente se chamou  “Towarzystwo  Polskie Dobroczynne Robotnecze Krola Wladyslava Jaglielo”,  que em português signiica “Sociedade Polonesa Operária Beneficente Rei Ladislau Jaglielo”. A Sociedade foi criada justamente para que os membros da comunidade se ajudassem mutuamente.  Com contribuições mensais, criava-se um pecúlio, a ser usado para ajudar moradores em momentos de dificuldades.
A primeira sede foi construída em madeira. A sede atual foi inaugurada em 1935. Segundo levantamento realizado no final dos anos 60 pelo estudioso Luis Chervinski, o grupo fundador era formado por 67 membros, entre eles, os padres Ludovico Bronny e João Wrobel  e representantes de praticamente todas as famílias do bairro, como os Krainski, Kalinowski, Piekarski, Kowalski, Mikosz, Bajerski, Kuk, Skrocki, Polak, Rulanski, Szwonka, Henkes, Grabowski, Zgoda, Dubiela, Henkes e vários outros cujos descendentes ainda moram no bairro e adjacências. Décadas depois, a Sociedade contava com mais de 1.500 associados.
Já na primeira etapa da sociedade, cujo diretor era Hipólito Kowalski, começaram a ser realizados os bailes, que reuniam todos os colonos para dançar suas valsas e mazurkas.  Em 1921, o então diretor  Martin Kalinowski criou o grêmio para as mulheres. De lá para cá, a Sociedade passou por muitas mudanças, inclusive no nome e nos objetivos.
Mas, atual Sociedade Cultural do Abranches continua realizando os bailes, que atraem não só moradores da região como de outras partes da cidade para o número  5932 da Mateus Lemes,a poucos metros do Parque São Lourenço. O próximo sábado, dia 18, será especial, pois comemorará os 102 anos da entidade com um jantar dançante. Informações pelo telefone 3354- 4464. Então, só resta dizer “na zdrowie”, que em polonês quer dizer “à sua saúde!”.


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São tantos bosques pela região que mesmo muito moradores antigos não conhecem alguns. Um deles, no Abranches,  é o Erwin Grogër, mas que também pode ser chamado de Bosque do Professor, por homenagear um pioneiro no montanhismo, orquidófilo e um dos primeiros a defender a presrvação da natureza por estes lados.
O bosque fica de frente para a rua Benedito Correia de Freitas e faz fundos com a Ópera de Arame, no Abranches.
Erwin Grogër, falecido em 2008 aos 96 anos, 

Quem morou até o final da década de 1970 próximo à pedreira tinha um barulho muito mais potente para incomodá-lo do que o de qualquer banda de rock que já fez show por ali depois dos anos 90. E era um barulho diário...