Gerson Guerra e Simoni Tanus, editor  da Agenda Arte
e promotora do evento, respectivamente
Em um grande evento no Hugo Lange, foi lançada oficialmente a Agenda Arte 2014, o Almanaque Original

“Não me venham dizer que o escrete é apenas um time. Não. Se uma equipe entra em campo com o nome do Brasil e tendo por fundo musical o hino pátrio – é como se fosse a pátria em calções e chuteiras” – esta é a frase de Nelson Rodrigues que encerra o ano de 2013 e inicia 2014 na Agenda Arte 2014, quase totalmente dedicada ao futebol por causa da Copa do Mundo no Brasil neste próximo ano. Completando total maioridade (21 anos), a Agenda Arte 2014 foi lançada em um grande evento com participação de mais de 200 pessoas, e show da banda BET3. 
O evento, em parceria entre o seu criador e editor, Gerson Guerra, e Simoni Tanus, da Ses Salines, uma casa de eventos no Hugo Lange, contou com a presença do poeta Batista do Pilar, que declamou poemas da sua lavra publicados na agenda.
Como nesses 20 anos de história, a edição 2014 traz belíssimas fotos e desenhos, poesia, frases, pensamentos, calendário do ano que finda, do que se inicia e de 2015,calendário lunar, calendário da paz, os campeões de todas as copas (nesta edição), humor e homenagens à Teresa Urban, Laércio Ruffa, Gilmar e Djalma Santos.

Segundo Gerson Guerra, que há 21 anos largou a atividade de engenheiro civil depois de muito tempo de profissão e decidiu mudar completamente a sua vida, “a agenda foi a realização de um sonho de trabalhar, divertir, ajudar pessoas através da arte. Para a primeira edição da agenda, em 1994, Gerson se associou a Marcos Vaz e Cristina Mello, com capa de Foca, que continua colaborando até hoje. Juntaram-se a ele mais duas pessoas, Marcos Vaz e Cristina Mello, e assim nasceu a Agenda Arte, o Almanaque Original. 
Esperar um ano para entrar em férias já não é fácil. Agora imagine passar 75 anos trabalhando atrás de um
D. Alice começou a trabalhar aos 7 anos de idade.
balcão sem nunca  tirar um mês para descansar. Dona Alice Dumsch, 82 anos, fez isso. E continua firme e forte ali no número 830 da Manoel Ribas, tocando sozinha a mercearia mais antiga da região, atendendo a sua fiel clientela, alguns, fregueses há mais de meio século. Dali presenciou as grandes transformações que as Mercês sofreram nos últimos 80 anos.
Entre as prateleiras com produtos diversificados, sempre limpas e  bem organizadas, dona Alice passa os dias atendendo fregueses e fornecedores e ainda sobra tempo –se tiver de bom humor – para uns dedos de prosa com os visitantes. Apesar dos anos de vida, que lhe diminuíram a
Ela mantém fregueses de décadas e muitos amigos.
agilidade física e acuidade visual, dona Alice impressiona pela agilidade mental e memória. Chama a maior parte dos fregueses pelo nome, faz rapidamente contas de cabeça e nem precisa marcar no caderno pequenos débitos para lembrá-los meses depois a um freguês “mais esquecido”.
Ela se lembra de muita coisa, mas sobre algumas não gosta de falar. A família é uma delas. “Não tem porquê”, desconversa.  Mais velha entre quatro irmãos, ela nasceu um mês após seus pais, Albino e Marta Dumsch, inaugurarem o “armazém”, em janeiro de 1932. Aos sete anos, a pequena Alice já ajudava os pais na lida diária.
Após 7 décadas e meia ela continua dizendo que adora o que faz
Uma das funções era buscar lenha  para o fogão com suas avós no Mato do Louro, extensa vegetação que cobria o lado direito da Igreja dos Capuchinhos, no outro lado da rua.

Em depoimento há dois anos ao Jornal do Capuchinho, ela contou a respeito. “Quando nós viemos morar aqui, daqui pra lá era mato. Hoje é um bairro nobre. Cresceu muito”.  Dentre as lembranças mais fortes que Dona Alice traz consigo em relação à comunidade, as festas de antigamente é que lhe vêem primeiro à cabeça. “Na festa da padroeira, o quarteirão ficava fechado. E chovia, e chovia,
O balcão é da época da inauguração.
e chovia na véspera e a gente rezava pra não chover no dia da festa. E sempre deu certo. Poderia acabar a festa e chover logo em seguida, mas eu nunca vi chover durante a festividade”, relembra dona Alice.
Mas para ela, os dias de festas religiosas não eram muito diferentes dos demais. Afinal, ali também ela trabalhava o dia inteiro, só que em vez do balcão, nas barraquinhas, vendendo doces, salgados ou bilhetes para a “roda da fortuna”. Trabalhar sempre foi a rotina de Dona Alice. Quando jovem, passou no vestibular para Medicina na UFPR, mas teve que abandoná-lo para ajudar a cuidar do negócio da família e da mãe adoentada. Nesses anos todos, diz que nunca tirou férias. Também nunca se casou, “graças a Deus”, diz brincalhona.
Mas para quem acha que ela tem uma vida triste e que gostaria de fazer outra coisa, ela responde de pronto que adora o que faz, e que se sentisse cansada já teria parado há muito tempo. “E vou continuar até que me chamem, e eu direi: vou! Mas, não estou com pressa...”, diz e termina a conversa sorrindo.

Na fachada, as marcas da modernidade...











Che Guevara liberta Branca de Neve da malvada bruxa e, felizes, os dois dançam. E mais: Napoleão
Bonaparte conhece o Chapeleiro Maluco, Amy Winehouse e até Marilyn Monroe. E estas histórias inusitadas aconteceram realmente. São as criativas ideias de algumas turmas de estudantes para as apresentações no Projeto Multidisciplinar Personagens em Desfile, do Colégio Estadual Senador Manoel Alencar Guimarães, nas Mercês.
O Chapeleiro Maluco com a professora Shirley-Pocahonta.
“É um festival, com desfiles de personagens da história junto com personagens das lendas e contos infanto-juvenis”, conta a coordenadora do projeto, Shirley Takashima, professora de história que organizou o evento. Realizado anualmente no final de setembro, o festival tem a participação de praticamente todos os alunos do colégio e o apoio efetivo da diretora auxiliar Alcionê Borges de Macedo Mali e da diretora Elizabeth Machado. Alcionê, inclusive, desde a primeira edição do evento, vem filmando
Após liquidar a Bruxa, Che fica com Branca de Neve.

r tudo fantasiada de Odalisca.
De acordo com a professora Shirley, “os alunos do colégio nunca mais se esquecem das pesquisas para a realização dos trabalhos para o desfile e as apresentações, porque tudo se transforma numa grandiosa e alegre festa”. E os estudantes entenderam bem o espírito da coisa. “Esta é uma maneira que encontrei para que eles possam aprender história com prazer, de forma lúdica, divertida. O desfile é o evento mais aguardado da escola”, conta Shirley. 
As apresentações, no entanto, são avaliadas e contam 1.0 ponto em todas as disciplinas para o quarto bimestre, considerando semelhanças dos personagens, apresentação e conteúdo das
É o evento mais esperado do ano no Colégio.
pesquisas. E tem mais: vale um prêmio adicional para a melhor apresentação, que é um dia especial no colégio com várias regalias, para os vencedores.
Centenário
O próprio Colégio Estadual Senador Manoel Alencar Guimarães tem muita história para contar. Neste ano, ele completou 108 anos. Foi a primeira escola da região, quando ainda tinha o nome de “Casa Escolar São Nicolau”. Atualmente atende a 700 alunos freqüentando desde o ensino fundamental de 6 ª a 9ª séries, o ensino médio, o EJA, e o curso de Espanhol Básico. (Erly Ricci)

Com o flamenco, um pouco da cultura espanhola.

Barigui, o mais visitado da cidade.
Uma eleição recente realizada pelo maior site de viagens do mundo, o TripAdvisor, acessado por 200 milhões de pessoas a cada mês, colocou dois parques curitibanos, o Tanguá e o Barigui, na lista dos dez melhores da América do Sul. Os resultados foram apresentados na categoria Parques do prêmio Travellers’ Choice 2013.
O Parque Tanguá, com área de 235 mil metros quadrados e situado nas antigas pedreiras junto ao Rio Barigui, no Pilarzinho, no extremo norte de Curitiba, foi escolhido como o quinto melhor parque do Brasil e o oitavo da América do Sul. O Barigui, considerado o parque mais popular da cidade, com 1,4 milhão m², situado entre os bairros Bigorrilho, Mercês e Santo Inácio, obteve a sétima colocação no ranking brasileiro e a décima da América do Sul.
No Tanguá, o mais belo pôr-do-sol.

“Esses resultados mostram o reconhecimento dos parques de Curitiba por seus moradores e também pelos turistas nacionais e internacionais, já que o alcance do site TripAdvisor é mundial”, afirma o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima.
Descrito pelo site como o melhor pôr-do-sol de Curitiba, o Tanguá foi citado pelos internautas como um belo local para fotos e caminhadas. A vegetação e a paisagem do parque também foram citadas como destaques. Outras importantes atrações do local são o mirante de 65 metros de altura, a cascata e o jardim em estilo francês, em homenagem ao artista plástico Poty Lazzarotto. O Tanguá possui ainda um túnel escavado na rocha, que une os dois lagos.
O Parque Barigui foi apontado por seus visitantes como um ótimo local para corridas e caminhadas. A beleza do imenso lago, de 230 mil m², e a infraestrutura também foram citadas. Os bosques do parque ajudam a regular a qualidade de ar da cidade e o lago tem a principal função de auxiliar na contenção de enchentes do Rio Barigui. O parque faz parte de uma política municipal de preservação de fundo de vale, que evita o assoreamento e a poluição do rio, protege a sua mata ciliar e impede a ocupação irregular.
Ranking

O vencedor da categoria Parques do prêmio Travellers’ Choice 2013 foi o Parque Ibirapuera, em São Paulo. Na sequência, foram eleitos os parques Estadual do Ibitipoca, em Lima Duarte (MG); o Mangal das Garças, em Belém (PA); e o Parque das Dunas, em Natal (RN). A sexta colocação do ranking brasileiro ficou para o Parque da Ferradura, em Canela (RS). Foram ainda apontados entre os dez melhores parques do País o Unipraias, em Balneário Camboriú (SC), o Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS) e o Parque Flamboyant, em Goiânia (GO).

Publicado originalmente na versão impressa
Ela é uma das principais divulgadoras e defensoras do fandango no Estado
Mide recebeu o título de Membro
Acadêmico Correspondente
da Academia Soberana Brasileira de Artes
Desde que nasceu, Cremildes Ferreira Bahr mora nas Mercês. Só por isso, talvez não fosse uma pessoa interessante. D. Mide, como é conhecida no seu bairro, em toda Curitiba e em várias cidades paranaenses, vive integralmente suas paixões, entre elas, a música, compondo e desenvolvendo um importante trabalho de preservação da cultura do Paraná. E isso tem tudo a ver com suas influências de infância e heranças genéticas.
Tudo começou com o seu pai, Abelardo Rodrigues, carioca bem chegado ao violão, que chegou como cozinheiro de um navio ao porto Barão de Teffé, em Antonina, em 1917, então o quarto maior porto brasileiro. Ali conheceu Maria Luiza Chichorro, a Mariquinha, com quem se casou e teve nove filhos, dos quais três homens e seis mulheres, todos com destacado talento musical. O mais conhecido dos seus irmãos é Palminor Rodrigues Ferreira, o Lápis, o compositor popular paranaense de maior relevância na história do estado, que foi tema de reportagem na última edição do Jornal do Quintal
»»O Fandango
A maior paixão de D. Mide é o fandango do Paraná. Em 1969, montou com o apoio do professor Inami Custódio Pinto, a Associação Tradicionalista Gralha Azul, um grupo de dissidentes do CTG curitibano “20 de setembro” e, durante muito tempo eles organizaram eventos, mobilizando escolas e prefeituras em torno das suas propostas. “Mas era um grupo que apresentava vários tipos de manifestações culturais dos três estados do sul”, conta. D. Mide notou que no Paraná, ao contrário do Rio Grande do Sul, as tradições culturais eram bastante desprezadas. “Ninguém conhecia, e hoje ainda poucos conhecem o fandango. Foi justamente para suprir esta lacuna que Mide reuniu interessados na mesma causa para constituir o Grupo Meu Paraná, em 1987, também com o apoio do professor Inami, com quem já pesquisava sobre o fandango desde 1964. O trabalho do grupo ganhou destaque com apresentações em escolas, universidades e em vários eventos culturais.
»»Fandango paranaense na Europa
Premiado em diversos festivais brasileiros, em 1989, através da Secretaria de Estado de Cultura do Paraná, o grupo fez treze apresentações em Bruxelas e outras cidades da Bélgica. Em Oostende, participou de um festival de folclore a convite da Federatice Vlause Socialistche Volksunstgroepen.
Em 1993 foi fundada a “Casa do Fandango – Centro de Cultura Popular Meu Paraná”, a qual se dedica ao trabalho de apoio às escolas e universidades, no que diz respeito à pesquisa e divulgação da cultura popular paranaense.
»»Adesões populares
Hoje, o Fandango que ganha a adesão de grupos musicais e artistas como Terra Sonora, Rogério Gulin, Grupo Fato, entre outros, que vão buscar na fonte informações sobre a cultura popular do litoral, como os grupos dos irmãos Pereira, em Guaraqueçaba, e grupos da Ilha do Valadares, em Paranaguá.
Mide conta que se dedica ao fandango há 30 ano. Mas seu grupo, o Meu Paraná, que tem um belíssimo CD gravado, ainda depende de espaço emprestado para os ensaios. Por outro lado, tem recebido inúmeros convites para se apresentar, principalmente nas escolas. E todas as terças-feiras, das 14 às 17h, Mide faz “plantão voluntário” no Conservatório de MPB de Curitiba para contar tudo o que sabe do fandango. Ela tem sido procurada principalmente por universitários.
No dia 28 de março de 2012, Mide recebeu o título de Membro Acadêmico Correspondente da Academia Soberana Brasileira de Artes do Estado do Rio de Janeiro (ASBAERJ) e o reconhecimento por seu trabalho na preservação da cultura paranaense é destacado por vários intelectuais do Estado. Por serem os pioneiros na divulgação do fandango paranaense na Europa, os membros do Grupo Meu Paraná receberam o título de Bichos do Paraná.
»»Baronesa do Folclore
No dia 21 de abril, último, Mide recebeu da Soberana Ordem do Sapo, o título de Baronesa do Folclore. A Soberana Ordem do Sapo é uma confraria inspirada no Jornal O Sapo, de 1898. Fundada para promover a cultura, civismo e comunicação. Emite título de barões e baronesas para pessoas que tiveram ações especiais e que merecem destaque. Os títulos são concedidos em cerimônias de sagração. Foi fundada por Vasco Taborda Ribas e o segundo presidente foi Apollo Taborda França.

Dra. Clair lê a nota em homenagem à Bernadete
A Associação dos Moradores e Empresários (Amoem) e o Conselho de Segurança (Conseg) das Mercês-Vista Alegre aproveitaram a missa da noite desta terça-feira (dia 26) na Igreja das Mercês para prestar uma homenagem à empresária Bernadete Zella, assassinada a mando e com a participação do ex-marido (veja matéria aqui).  Ela fazia parte da diretoria das duas entidades e durante anos trabalhou ativamente na luta contra a violência e criminalidade no bairro.
Ao final da missa, a presidente das duas entidades, Dra. Clair Martins, leu uma nota em homenagem à Bernadete, onde cita o seu trabalho em prol do bairro e conclama à luta contra a violência e à impunidade. A seguir a íntegra da nota:
“Em nome da Amoem-Conseg Mercês Vista Alegre e de toda a comunidade, lamentamos o assassinato da
A missa na Igreja das Mercês.
nossa amiga Bernadette Dolores Dulla Zella. Bernadete era empresária do bairro e deixou três filhos: Ana Paula, Gabriel Henrique e Júlia. Uma trabalhadora que estava à frente de sua padaria todos os dias. Mãe dedicada, pessoa doce, mas também uma mulher combativa. Era da diretoria da Amoem e do Conseg  e sempre esteve presente nas lutas do bairro contra a violência e pela segurança. Denunciava os assaltos ao seu estabelecimento e sempre estava presente às assembléias, nas visitas às delegacias, pedindo o policiamento preventivo, a proteção das autoridades, a investigação e elucidação dos crimes. Deu várias entrevistas a órgãos de imprensa e, numa delas, perguntou : “Quem será a próxima vítima?”, protestando contra a omissão de nossas autoridades no combate à violência.
Bernadete também desenvolvia um trabalho social junto à Igreja e à comunidade. Era um exemplo.
Em entrevista: "Qual será a próxima vítima?"
Por tudo isso que hoje estamos fazendo uma homenagem a essa guerreira.  Queremos também prestar nossa solidariedade aos filhos, à família e aos funcionários do seu estabelecimento, que é uma referência do bairro.
Queremos também dizer que combatemos e repudiamos toda a sorte de violência. Lamentamos que Bernadete tenha sido vítima de uma pessoa bem próxima – seu ex-marido. Infelizmente esse ato cruel que se abateu sobre nossa companheira é uma realidade que muitas mulheres enfrentam em nossa sociedade. Este tipo de crime é orientado não só pelo machismo, mas também pelos valores cristalizados em nossa sociedade e que temos que combater: o egoísmo, a ganância por bens materiais, em vez de preservar a vida, a família, o ser em vez do ter, o diálogo ao invés da violência.
Conclamamos a todos a nos unirmos para combater a impunidade e toda a sorte de violência e pela mudança dos valores da sociedade.
Que a paz reine na alma de cada um e que nossas orações se voltem para a nossa companheira Bernadete, seus filhos e família.”
A luta de Bernadete por uma sociedade mais justa e fraterna, contra a impunidade e pela paz continua .”

Ação dos bandidos foi registrada pela câmera de segurança
Uma camiseta promocional de um passeio ciclístico da cor amarela foi a prova que a Polícia Civil precisava para solucionar a morte da empresária Bernadete Dolores Dulla Zella, no último domingo após o seu sequestro. As imagens gravadas pela câmera de segurança ajudaram a desvendar o crime. Uma das filhas da empresária assassinada reconheceu o próprio pai pela camiseta.
A empresária Bernadete Dolores Dulla Zella, assassinada no último domingo em Curitiba, já havia registrado Boletins de Ocorrência (B.O) contra o ex-marido por ameaças. O homem confessou ter planejado o sequestro, mas nega que tenha atirado nela. Segundo a polícia, ele também já havia registrado B.O por agressão contra a empresária.
O ex-marido foi preso na madrugada da terça-feira (19), enquanto outro suspeito foi detido na zona rural de Joaquim Távora, no norte do Paraná. No domingo (17), a empresária foi levada da panificadora da qual era proprietária após ter fechado o estabelecimento, e morta na mesma noite com um tiro na nuca (veja matéria aqui). A polícia diz que durante a ação o suspeito chegou a amarrar uma das filhas dele, de seis anos, que estava com a mulher. Sobre o tiro, cada suspeito preso acusa ao outro.
De acordo com reportagem do G1, a vítima e o suspeito tinham três filhos, que ajudaram a reconhecer o próprio pai nas imagens da câmera de segurança da padaria. “Tinha um histórico muito grande. Ele ameaçou ela a vida inteira. Ele já tentou fazer isso, faz uns sete anos ele sequestrou ela, mas ela conseguiu escapar”, contou uma das filhas, que preferiu não ser identificada. Para ela, a motivação do pai era dinheiro. “Eu tive que enterrar a minha mãe porque ele matou. Eu quero que ele apodreça na cadeia, não quero nunca mais ver ele”, afirmou a filha.
A empresária  participava da diretoria do Conselho de Segurança do Mercês-Vista Alegre, que no ano passado iniciou campanha com faixas em vários pontos do bairro exigindo segurança.
Na noite de segunda-feira, o Conseg Mercês-Vista Alegre fez uma reunião extraordinária para homenagear Bernardete Zella e para protestar contra a violência crescente na região. No encontro foi  lembrado que ela, mãe de quatro filhos, participava ativamente do movimento por melhorias na segurança, deixando muitas vezes seus afazeres particulares para participar das reuniões do Conseg e das comissões formadas para exigir ações das autoridades responsáveis. Em sua homenagem será celebrada missa na próxima segunda-feira, às 19h, na Igreja dos Capuchinhos.
A presidente do Conseg, Dra. Clair Martins, informou que será feita uma carta aberta ao governador Beto Richa em protesto contra a falta de segurança. “Se houvesse um policiamento intensivo, talvez isso não tivesse acontecido. E todos nós estamos sujeitos”, comentou ela.  Segundo Dra Clair, “a luta vai continuar, até que sejamos ouvidos”.


O bairro Mercês amanheceu esta segunda-feira com uma notícia trágica. A comerciante  Bernadete Dolores Dulla Zella, que havia sido seqüestrada no domingo por assaltantes, em sua panificadora na Avenida Manoel Ribas, foi encontrada morta  em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba.  Bernadete tinha 43 anos, já havia sido vítima de inúmeros assaltos e há tempos vinha denunciando a falta de segurança na região. Ela fazia parte da diretoria do Conselho de Segurança do Mercês-Vista Alegre, que no ano passado iniciou campanha com faixas em vários pontos do bairro exigindo segurança.


A empresária estava trabalhando na Maggiore Panificadora, da qual era sócia-proprietária, quando foi abordada por três homens encapuzados, por volta das 21 horas do domingo. Rendida, foi levada à sua casa, ao lado do estabelecimento.  No local, os bandidos pegaram uma televisão e o cofre que ela tinha em casa. Depois fugiram em um carro, levando Bernadete. Ela foi encontrada morta na madrugada de segunda-feira, com um tiro na nuca, numa área rural próxima à Estrada do Cerne, em Campo Magro.
À tarde, o delegado Amarildo Antunes, titular da Furtos e Roubos,  informou que a Polícia Civil apurou que Bernardete havia sido seqüestrada há três anos, mas que não teria registrado o crime. Outro fato que chamou a atenção dos policiais foi que os assaltantes agiam como se já conhecessem o local e soubessem onde estava o cofre, do qual a polícia ainda não sabe qual era o conteúdo.  A Delegacia de Furtos e Roubos também divulgou as imagens da câmera de segurança que mostram a ação dos bandidos dentro da panificadora.
Homenagem e protesto
Na noite de segunda-feira, o Conseg Mercês-Vista Alegre fez uma reunião extraordinária para homenagear Bernardete Zella e para protestar contra a violência crescente na região. No encontro foi  lembrado que ela, mãe de quatro filhos, participava ativamente do movimento por melhorias na segurança, deixando muitas vezes seus afazeres particulares para participar das reuniões do Conseg e das comissões formadas para exigir ações das autoridades responsáveis. Em sua homenagem será celebrada missa na próxima segunda-feira, às 19h, na Igreja dos Capuchinhos.
A presidente do Conseg, Dra. Clair Martins, informou que será feita uma carta aberta ao governador Beto Richa em protesto contra a falta de segurança. “Se houvesse um policiamento intensivo, talvez isso não tivesse acontecido. E todos nós estamos sujeitos”, comentou ela.  Segundo Dra Clair, “a luta vai continuar, até que sejamos ouvidos”.
  

Dona Mide e o pé gigante.

No jardim de sua casa, na Rua dos Capuchinhos, Mercês, Cremildes Ferreira, a dona Mide, cultiva um pé de couve . Até aí nenhuma novidade. Só que a hortaliça plantada em seu quintal vem chamando a atenção de quem a vê,  pelo seu porte. Já está com mais de dois metros de altura e suas folhas têm mais de meio metro.
Palminor Rodrigues, o Lápis.
Há exatos 35 anos Curitiba se despedia de um dos principais compositores populares que a cidade já produziu. Na madrugada do dia 10 de fevereiro de 1978, um sábado, devido a um problema cardíaco morria Palminor Rodrigues Ferreira, o Lápis. Apesar de ter vivido apenas 36 anos, ele deixou mais de 100 composições em vários estilos, provou que é possível fazer samba de alta qualidade na cidade, escreveu seu nome na cultura local e deixou saudade entre as centenas de amigos que acompanhavam suas apresentações na noite curitibana. (No final deste post, ouça uma de suas músicas).
Moradores da nossa região sempre enxergaram longe. A topografia garante uma bela e ampla vista. Não por acaso, Mercês, Pilarzinho e, claro, Vista Alegre, foram os bairros preferidos na cidade para TVs e rádios fincarem suas antenas. E o exemplo dessa vocação para as alturas é que foi por aqui, exatamente na rua Lycio de Castro Vellozo, 191, nas Mercês, que a antiga operadora estatal de telefonia Telepar construiu, em 1991, a torre para suas antenas de transmissão. Com a privatização da telefonia, ela passou pelas mãos da Brasil Telecom e hoje reponde pelo nome de OI. Oficialmente o nome é Torre Panorâmica de Curitiba, mas continua chamada popularmente de Torre da Telepar.


A Escola Vicentina Técnica de Enfermagem Catarina Labouré (Etecla) está com inscrições abertas para o Curso de Capacitação para Cuidador de Idosos, uma das profissões que mais cresce no País devido ao aumento da expectativa de vida do brasileiro. O curso começará em 14 de agosto, com duração de três meses, sempre às terças e quintas-feiras, das 19h às 21h15. Para fazê-lo é preciso ter idade mínima de 18 anos e o ensino fundamental concluído. A taxa é de R$ 320, em duas parcelas. A Etecla fica no número 1000 da Rua Jacarezinho, nas Mercês. Telefone: 3219 3650. Site: www.etecla.com.br.


Selo de 1968 lembra o naufrágio.
A lenda do Pirata Zulmiro, que teria enterrado seu tesouro no bairro das Mercês, provavelmente no túnel ao lado do Bosque Gutierrez, povoa o imaginário curitibano. Mas, de onde teria surgido essa lenda? O Do Quintal foi ao arquivo da Câmara Municipal de Curitiba e descobriu um registro que pode ser o gene dessa história que atravessa séculos.