| Gerson Guerra e Simoni Tanus, editor da Agenda Arte e promotora do evento, respectivamente |
Em um grande evento no Hugo Lange, foi lançada oficialmente a Agenda Arte 2014, o Almanaque Original
“Não me venham dizer que o escrete é apenas um time. Não. Se
uma equipe entra em campo com o nome do Brasil e tendo por fundo musical o hino
pátrio – é como se fosse a pátria em calções e chuteiras” – esta é a frase de
Nelson Rodrigues que encerra o ano de 2013 e inicia 2014 na Agenda Arte 2014,
quase totalmente dedicada ao futebol por causa da Copa do Mundo no Brasil neste
próximo ano. Completando total maioridade (21 anos), a Agenda Arte 2014 foi
lançada em um grande evento com participação de mais de 200 pessoas, e show da
banda BET3.
O evento, em parceria entre o seu criador e editor, Gerson Guerra,
e Simoni Tanus, da Ses Salines, uma casa de eventos no Hugo Lange, contou com a
presença do poeta Batista do Pilar, que declamou poemas da sua lavra publicados
na agenda.
Como nesses 20 anos de história, a edição 2014 traz
belíssimas fotos e desenhos, poesia, frases, pensamentos, calendário do ano que
finda, do que se inicia e de 2015,calendário lunar, calendário da paz, os
campeões de todas as copas (nesta edição), humor e homenagens à Teresa Urban,
Laércio Ruffa, Gilmar e Djalma Santos.
Segundo Gerson Guerra, que há 21 anos largou a atividade de
engenheiro civil depois de muito tempo de profissão e decidiu mudar
completamente a sua vida, “a agenda foi a realização de um sonho de trabalhar,
divertir, ajudar pessoas através da arte. Para a primeira edição da agenda, em
1994, Gerson se associou a Marcos Vaz e Cristina Mello, com capa de Foca, que
continua colaborando até hoje. Juntaram-se a ele mais duas pessoas, Marcos Vaz
e Cristina Mello, e assim nasceu a Agenda Arte, o Almanaque Original.
Esperar um ano para entrar em férias já não é fácil. Agora
imagine passar 75 anos trabalhando atrás de um
balcão sem nunca tirar um mês para descansar. Dona Alice
Dumsch, 82 anos, fez isso. E continua firme e forte ali no número 830 da Manoel
Ribas, tocando sozinha a mercearia mais antiga da região, atendendo a sua fiel
clientela, alguns, fregueses há mais de meio século. Dali presenciou as grandes
transformações que as Mercês sofreram nos últimos 80 anos.
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| D. Alice começou a trabalhar aos 7 anos de idade. |
Entre as prateleiras com produtos diversificados, sempre
limpas e bem organizadas, dona Alice
passa os dias atendendo fregueses e fornecedores e ainda sobra tempo –se tiver
de bom humor – para uns dedos de prosa com os visitantes. Apesar dos anos de
vida, que lhe diminuíram a
agilidade física e acuidade visual, dona Alice
impressiona pela agilidade mental e memória. Chama a maior parte dos fregueses
pelo nome, faz rapidamente contas de cabeça e nem precisa marcar no caderno
pequenos débitos para lembrá-los meses depois a um freguês “mais esquecido”.
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| Ela mantém fregueses de décadas e muitos amigos. |
Ela se lembra de muita coisa, mas sobre algumas não gosta de
falar. A família é uma delas. “Não tem porquê”, desconversa. Mais velha entre quatro irmãos, ela nasceu um
mês após seus pais, Albino e Marta Dumsch, inaugurarem o “armazém”, em janeiro
de 1932. Aos sete anos, a pequena Alice já ajudava os pais na lida diária.
Uma
das funções era buscar lenha para o
fogão com suas avós no Mato do Louro, extensa vegetação que cobria o lado
direito da Igreja dos Capuchinhos, no outro lado da rua.
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| Após 7 décadas e meia ela continua dizendo que adora o que faz |
Em depoimento há dois anos ao Jornal do Capuchinho, ela
contou a respeito. “Quando nós viemos morar aqui, daqui pra lá era mato. Hoje é
um bairro nobre. Cresceu muito”. Dentre
as lembranças mais fortes que Dona Alice traz consigo em relação à comunidade,
as festas de antigamente é que lhe vêem primeiro à cabeça. “Na festa da
padroeira, o quarteirão ficava fechado. E chovia, e chovia,
e chovia na véspera
e a gente rezava pra não chover no dia da festa. E sempre deu certo. Poderia
acabar a festa e chover logo em seguida, mas eu nunca vi chover durante a
festividade”, relembra dona Alice.
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| O balcão é da época da inauguração. |
Mas para ela, os dias de festas religiosas não eram muito
diferentes dos demais. Afinal, ali também ela trabalhava o dia inteiro, só que
em vez do balcão, nas barraquinhas, vendendo doces, salgados ou bilhetes para a
“roda da fortuna”. Trabalhar sempre foi a rotina de Dona Alice. Quando jovem, passou
no vestibular para Medicina na UFPR, mas teve que abandoná-lo para ajudar a
cuidar do negócio da família e da mãe adoentada. Nesses anos todos, diz que
nunca tirou férias. Também nunca se casou, “graças a Deus”, diz brincalhona.
Mas para quem acha que ela tem uma vida triste e que
gostaria de fazer outra coisa, ela responde de pronto que adora o que faz, e
que se sentisse cansada já teria parado há muito tempo. “E vou continuar até
que me chamem, e eu direi: vou! Mas, não estou com pressa...”, diz e termina a
conversa sorrindo.
Che Guevara liberta Branca de Neve da malvada bruxa e,
felizes, os dois dançam. E mais: Napoleão
Bonaparte conhece o Chapeleiro
Maluco, Amy Winehouse e até Marilyn Monroe. E estas histórias inusitadas
aconteceram realmente. São as criativas ideias de algumas turmas de estudantes
para as apresentações no Projeto Multidisciplinar Personagens em Desfile, do
Colégio Estadual Senador Manoel Alencar Guimarães, nas Mercês.
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| O Chapeleiro Maluco com a professora Shirley-Pocahonta. |
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| Após liquidar a Bruxa, Che fica com Branca de Neve. |
De acordo com a professora Shirley, “os alunos do colégio
nunca mais se esquecem das pesquisas para a realização dos trabalhos para o
desfile e as apresentações, porque tudo se transforma numa grandiosa e alegre
festa”. E os estudantes entenderam bem o espírito da coisa. “Esta é uma maneira
que encontrei para que eles possam aprender história com prazer, de forma
lúdica, divertida. O desfile é o evento mais aguardado da escola”, conta Shirley.
As apresentações, no entanto, são avaliadas e contam 1.0
ponto em todas as disciplinas para o quarto bimestre, considerando semelhanças
dos personagens, apresentação e conteúdo das
pesquisas. E tem mais: vale um
prêmio adicional para a melhor apresentação, que é um dia especial no colégio
com várias regalias, para os vencedores.
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| É o evento mais esperado do ano no Colégio. |
Centenário
O próprio Colégio Estadual Senador Manoel Alencar Guimarães
tem muita história para contar. Neste ano, ele completou 108 anos. Foi a
primeira escola da região, quando ainda tinha o nome de “Casa Escolar São
Nicolau”. Atualmente atende a 700 alunos freqüentando desde o ensino
fundamental de 6 ª a 9ª
séries, o ensino médio, o EJA, e o curso de Espanhol Básico. (Erly Ricci)
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| Barigui, o mais visitado da cidade. |
Uma eleição recente realizada pelo maior site de viagens do
mundo, o TripAdvisor, acessado por 200 milhões de pessoas a cada mês, colocou
dois parques curitibanos, o Tanguá e o Barigui, na lista dos dez melhores da
América do Sul. Os resultados foram apresentados na categoria Parques do prêmio
Travellers’ Choice 2013.
O Parque Tanguá, com área de 235 mil metros quadrados e
situado nas antigas pedreiras junto ao Rio Barigui, no Pilarzinho, no extremo
norte de Curitiba, foi escolhido como o quinto melhor parque do Brasil e o
oitavo da América do Sul. O Barigui, considerado o parque mais popular da
cidade, com 1,4 milhão m², situado entre os bairros Bigorrilho, Mercês e Santo
Inácio, obteve a sétima colocação no ranking brasileiro e a décima da América
do Sul.
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| No Tanguá, o mais belo pôr-do-sol. |
“Esses resultados mostram o reconhecimento dos parques de
Curitiba por seus moradores e também pelos turistas nacionais e internacionais,
já que o alcance do site TripAdvisor é mundial”, afirma o secretário municipal
do Meio Ambiente, Renato Lima.
Descrito pelo site como o melhor pôr-do-sol de Curitiba, o
Tanguá foi citado pelos internautas como um belo local para fotos e caminhadas.
A vegetação e a paisagem do parque também foram citadas como destaques. Outras
importantes atrações do local são o mirante de 65 metros de altura, a cascata e
o jardim em estilo francês, em homenagem ao artista plástico Poty Lazzarotto. O
Tanguá possui ainda um túnel escavado na rocha, que une os dois lagos.
O Parque Barigui foi apontado por seus visitantes como um
ótimo local para corridas e caminhadas. A beleza do imenso lago, de 230 mil m²,
e a infraestrutura também foram citadas. Os bosques do parque ajudam a regular
a qualidade de ar da cidade e o lago tem a principal função de auxiliar na
contenção de enchentes do Rio Barigui. O parque faz parte de uma política
municipal de preservação de fundo de vale, que evita o assoreamento e a
poluição do rio, protege a sua mata ciliar e impede a ocupação irregular.
Ranking
O vencedor da categoria Parques do prêmio Travellers’ Choice
2013 foi o Parque Ibirapuera, em São Paulo. Na sequência, foram eleitos os
parques Estadual do Ibitipoca, em Lima Duarte (MG); o Mangal das Garças, em
Belém (PA); e o Parque das Dunas, em Natal (RN). A sexta colocação do ranking
brasileiro ficou para o Parque da Ferradura, em Canela (RS). Foram ainda
apontados entre os dez melhores parques do País o Unipraias, em Balneário
Camboriú (SC), o Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS) e o Parque Flamboyant,
em Goiânia (GO).
Publicado originalmente na versão impressa
Ela é uma
das principais divulgadoras e defensoras do fandango no Estado
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| Mide recebeu o título de Membro Acadêmico Correspondente da Academia Soberana Brasileira de Artes |
Desde que nasceu, Cremildes Ferreira Bahr mora nas Mercês.
Só por isso, talvez não fosse uma pessoa interessante. D. Mide, como é
conhecida no seu bairro, em toda Curitiba e em várias cidades paranaenses, vive
integralmente suas paixões, entre elas, a música, compondo e desenvolvendo um
importante trabalho de preservação da cultura do Paraná. E isso tem tudo a ver
com suas influências de infância e heranças genéticas.
Tudo começou com o seu pai, Abelardo Rodrigues, carioca bem
chegado ao violão, que chegou como cozinheiro de um navio ao porto Barão de
Teffé, em Antonina, em 1917, então o quarto maior porto brasileiro. Ali
conheceu Maria Luiza Chichorro, a Mariquinha, com quem se casou e teve nove
filhos, dos quais três homens e seis mulheres, todos com destacado talento
musical. O mais conhecido dos seus irmãos é Palminor Rodrigues Ferreira, o
Lápis, o compositor popular paranaense de maior relevância na história do estado,
que foi tema de reportagem na última edição do Jornal do Quintal
»»O Fandango
A maior paixão de D. Mide é o fandango do Paraná. Em 1969,
montou com o apoio do professor Inami Custódio Pinto, a Associação
Tradicionalista Gralha Azul, um grupo de dissidentes do CTG curitibano “20 de
setembro” e, durante muito tempo eles organizaram eventos, mobilizando escolas
e prefeituras em torno das suas propostas. “Mas era um grupo que apresentava
vários tipos de manifestações culturais dos três estados do sul”, conta. D.
Mide notou que no Paraná, ao contrário do Rio Grande do Sul, as tradições
culturais eram bastante desprezadas. “Ninguém conhecia, e hoje ainda poucos
conhecem o fandango. Foi justamente para suprir esta lacuna que Mide reuniu
interessados na mesma causa para constituir o Grupo Meu Paraná, em 1987, também
com o apoio do professor Inami, com quem já pesquisava sobre o fandango desde
1964. O trabalho do grupo ganhou destaque com apresentações em escolas,
universidades e em vários eventos culturais.
»»Fandango paranaense
na Europa
Premiado em diversos festivais brasileiros, em 1989, através
da Secretaria de Estado de Cultura do Paraná, o grupo fez treze apresentações
em Bruxelas e outras cidades da Bélgica. Em Oostende, participou de um festival
de folclore a convite da Federatice Vlause Socialistche Volksunstgroepen.
Em 1993 foi fundada a “Casa do Fandango – Centro de Cultura
Popular Meu Paraná”, a qual se dedica ao trabalho de apoio às escolas e
universidades, no que diz respeito à pesquisa e divulgação da cultura popular
paranaense.
»»Adesões populares
Hoje, o Fandango que ganha a adesão de grupos musicais e
artistas como Terra Sonora, Rogério Gulin, Grupo Fato, entre outros, que vão
buscar na fonte informações sobre a cultura popular do litoral, como os grupos
dos irmãos Pereira, em Guaraqueçaba, e grupos da Ilha do Valadares, em
Paranaguá.
Mide conta que se dedica ao fandango há 30 ano. Mas seu
grupo, o Meu Paraná, que tem um belíssimo CD gravado, ainda depende de espaço
emprestado para os ensaios. Por outro lado, tem recebido inúmeros convites para
se apresentar, principalmente nas escolas. E todas as terças-feiras, das 14 às
17h, Mide faz “plantão voluntário” no Conservatório de MPB de Curitiba para
contar tudo o que sabe do fandango. Ela tem sido procurada principalmente por
universitários.
No dia 28 de março de 2012, Mide recebeu o título de Membro
Acadêmico Correspondente da Academia Soberana Brasileira de Artes do Estado do
Rio de Janeiro (ASBAERJ) e o reconhecimento por seu trabalho na preservação da
cultura paranaense é destacado por vários intelectuais do Estado. Por serem os
pioneiros na divulgação do fandango paranaense na Europa, os membros do Grupo
Meu Paraná receberam o título de Bichos do Paraná.
»»Baronesa do
Folclore
No dia 21 de abril, último, Mide recebeu da Soberana Ordem
do Sapo, o título de Baronesa do Folclore. A Soberana Ordem do Sapo é uma
confraria inspirada no Jornal O Sapo, de 1898. Fundada para promover a cultura,
civismo e comunicação. Emite título de barões e baronesas para pessoas que
tiveram ações especiais e que merecem destaque. Os títulos são concedidos em
cerimônias de sagração. Foi fundada por Vasco Taborda Ribas e o segundo
presidente foi Apollo Taborda França.
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| Dra. Clair lê a nota em homenagem à Bernadete |
A Associação dos Moradores e Empresários (Amoem) e o
Conselho de Segurança (Conseg) das Mercês-Vista Alegre aproveitaram a missa da
noite desta terça-feira (dia 26) na Igreja das Mercês para prestar uma
homenagem à empresária Bernadete Zella, assassinada a mando e com a
participação do ex-marido (veja matéria aqui).
Ela fazia parte da diretoria das duas entidades e durante anos trabalhou
ativamente na luta contra a violência e criminalidade no bairro.
Ao final da missa, a presidente das duas entidades, Dra.
Clair Martins, leu uma nota em homenagem à Bernadete, onde cita o seu trabalho
em prol do bairro e conclama à luta contra a violência e à impunidade. A seguir
a íntegra da nota:
“Em nome da Amoem-Conseg Mercês Vista Alegre e de toda a
comunidade, lamentamos o assassinato da
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| A missa na Igreja das Mercês. |
Bernadete também desenvolvia um trabalho social junto à
Igreja e à comunidade. Era um exemplo.
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| Em entrevista: "Qual será a próxima vítima?" |
Por tudo isso que hoje estamos fazendo uma homenagem a essa
guerreira. Queremos também prestar nossa
solidariedade aos filhos, à família e aos funcionários do seu estabelecimento,
que é uma referência do bairro.
Queremos também dizer que combatemos e repudiamos toda a
sorte de violência. Lamentamos que Bernadete tenha sido vítima de uma pessoa
bem próxima – seu ex-marido. Infelizmente esse ato cruel que se abateu sobre
nossa companheira é uma realidade que muitas mulheres enfrentam em nossa sociedade.
Este tipo de crime é orientado não só pelo machismo, mas também pelos valores
cristalizados em nossa sociedade e que temos que combater: o egoísmo, a
ganância por bens materiais, em vez de preservar a vida, a família, o ser em
vez do ter, o diálogo ao invés da violência.
Conclamamos a todos a nos unirmos para combater a impunidade
e toda a sorte de violência e pela mudança dos valores da sociedade.
Que a paz reine na alma de cada um e que nossas orações se
voltem para a nossa companheira Bernadete, seus filhos e família.”
A luta de Bernadete por uma sociedade mais justa e fraterna,
contra a impunidade e pela paz continua .”
| Ação dos bandidos foi registrada pela câmera de segurança |
Uma camiseta promocional de um passeio ciclístico da cor
amarela foi a prova que a Polícia Civil precisava para solucionar a morte da
empresária Bernadete Dolores Dulla Zella, no último domingo após o seu
sequestro. As imagens gravadas pela câmera de segurança ajudaram a desvendar o
crime. Uma das filhas da empresária assassinada reconheceu o próprio pai pela
camiseta.
A empresária Bernadete Dolores Dulla Zella, assassinada no
último domingo em Curitiba, já havia registrado Boletins de Ocorrência (B.O)
contra o ex-marido por ameaças. O homem confessou ter planejado o sequestro,
mas nega que tenha atirado nela. Segundo a polícia, ele também já havia
registrado B.O por agressão contra a empresária.
O ex-marido foi preso na madrugada da terça-feira (19),
enquanto outro suspeito foi detido na zona rural de Joaquim Távora, no norte do
Paraná. No domingo (17), a empresária foi levada da panificadora da qual era
proprietária após ter fechado o estabelecimento, e morta na mesma noite com um
tiro na nuca (veja
matéria aqui). A polícia diz que durante a ação o suspeito chegou a amarrar
uma das filhas dele, de seis anos, que estava com a mulher. Sobre o tiro, cada
suspeito preso acusa ao outro.
De acordo com reportagem do G1, a vítima e o suspeito tinham
três filhos, que ajudaram a reconhecer o próprio pai nas imagens da câmera de
segurança da padaria. “Tinha um histórico muito grande. Ele ameaçou ela a vida
inteira. Ele já tentou fazer isso, faz uns sete anos ele sequestrou ela, mas
ela conseguiu escapar”, contou uma das filhas, que preferiu não ser
identificada. Para ela, a motivação do pai era dinheiro. “Eu tive que enterrar
a minha mãe porque ele matou. Eu quero que ele apodreça na cadeia, não quero
nunca mais ver ele”, afirmou a filha.
A empresária
participava da diretoria do Conselho de Segurança do Mercês-Vista
Alegre, que no ano passado iniciou campanha com faixas em vários pontos do
bairro exigindo segurança.
Na noite de segunda-feira, o Conseg Mercês-Vista Alegre fez
uma reunião extraordinária para homenagear Bernardete Zella e para protestar
contra a violência crescente na região. No encontro foi lembrado que ela, mãe de quatro filhos,
participava ativamente do movimento por melhorias na segurança, deixando muitas
vezes seus afazeres particulares para participar das reuniões do Conseg e das
comissões formadas para exigir ações das autoridades responsáveis. Em sua
homenagem será celebrada missa na próxima segunda-feira, às 19h, na Igreja dos
Capuchinhos.
A presidente do Conseg, Dra. Clair Martins, informou que
será feita uma carta aberta ao governador Beto Richa em protesto contra a falta
de segurança. “Se houvesse um policiamento intensivo, talvez isso não tivesse
acontecido. E todos nós estamos sujeitos”, comentou ela. Segundo Dra Clair, “a luta vai continuar, até
que sejamos ouvidos”.
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O bairro Mercês amanheceu esta segunda-feira com uma notícia
trágica. A comerciante Bernadete Dolores Dulla Zella, que havia sido seqüestrada no
domingo por assaltantes, em sua panificadora na Avenida Manoel Ribas, foi
encontrada morta em Campo Magro, na
Região Metropolitana de Curitiba. Bernadete
tinha 43 anos, já havia sido vítima de inúmeros assaltos e há tempos vinha
denunciando a falta de segurança na região. Ela fazia parte da diretoria do
Conselho de Segurança do Mercês-Vista Alegre, que no ano passado iniciou
campanha com faixas em vários pontos do bairro exigindo segurança.
A empresária estava trabalhando na Maggiore Panificadora, da
qual era sócia-proprietária, quando foi abordada por três homens
encapuzados, por volta das 21 horas do
domingo. Rendida, foi levada à sua casa, ao lado do estabelecimento. No local, os bandidos pegaram uma televisão e
o cofre que ela tinha em casa. Depois fugiram em um carro, levando Bernadete.
Ela foi encontrada morta na madrugada de segunda-feira, com um tiro na nuca, numa área
rural próxima à Estrada do Cerne, em Campo Magro.
À tarde, o delegado Amarildo Antunes, titular da Furtos e
Roubos, informou que a Polícia Civil
apurou que Bernardete havia sido seqüestrada há três anos, mas que não teria
registrado o crime. Outro fato que chamou a atenção dos policiais foi que os
assaltantes agiam como se já conhecessem o local e soubessem onde estava o
cofre, do qual a polícia ainda não sabe qual era o conteúdo. A Delegacia de Furtos e Roubos também
divulgou as imagens da câmera de segurança que mostram a ação dos bandidos
dentro da panificadora.
Homenagem e protesto
Na noite de segunda-feira, o Conseg Mercês-Vista Alegre fez uma reunião
extraordinária para homenagear Bernardete Zella e para protestar contra a
violência crescente na região. No
encontro foi lembrado que ela, mãe de
quatro filhos, participava ativamente do movimento por melhorias na segurança,
deixando muitas vezes seus afazeres particulares para participar das reuniões
do Conseg e das comissões formadas para exigir ações das autoridades
responsáveis. Em sua homenagem será celebrada missa na próxima segunda-feira,
às 19h, na Igreja dos Capuchinhos.
A presidente do Conseg, Dra. Clair Martins, informou que será feita
uma carta aberta ao governador Beto Richa em protesto contra a falta de
segurança. “Se houvesse um policiamento intensivo, talvez isso não tivesse
acontecido. E todos nós estamos sujeitos”, comentou ela. Segundo Dra Clair, “a luta vai continuar, até que sejamos ouvidos”.
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| Dona Mide e o pé gigante. |
No jardim de sua casa, na Rua dos Capuchinhos, Mercês, Cremildes Ferreira, a dona Mide, cultiva um pé
de couve . Até aí nenhuma novidade. Só que a hortaliça plantada em seu quintal vem
chamando a atenção de quem a vê, pelo
seu porte. Já está com mais de dois metros de altura e suas folhas têm mais de
meio metro.
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| Palminor Rodrigues, o Lápis. |
Moradores da nossa região sempre enxergaram longe. A
topografia garante uma bela e ampla vista. Não por acaso, Mercês, Pilarzinho e,
claro, Vista Alegre, foram os bairros preferidos na cidade para TVs e rádios
fincarem suas antenas. E o exemplo dessa vocação para as alturas é que foi por
aqui, exatamente na rua Lycio de Castro Vellozo, 191, nas Mercês, que a antiga
operadora estatal de telefonia Telepar construiu, em 1991, a torre para suas
antenas de transmissão. Com a privatização da telefonia, ela passou pelas mãos
da Brasil Telecom e hoje reponde pelo nome de OI. Oficialmente o nome é Torre
Panorâmica de Curitiba, mas continua chamada popularmente de Torre da Telepar.
A Escola Vicentina Técnica de Enfermagem Catarina Labouré (Etecla) está com inscrições abertas para o Curso de Capacitação para Cuidador de Idosos, uma das profissões que mais cresce no País devido ao aumento da expectativa de vida do brasileiro. O curso começará em 14 de agosto, com duração de três meses, sempre às terças e quintas-feiras, das 19h às 21h15. Para fazê-lo é preciso ter idade mínima de 18 anos e o ensino fundamental concluído. A taxa é de R$ 320, em duas parcelas. A Etecla fica no número 1000 da Rua Jacarezinho, nas Mercês. Telefone: 3219 3650. Site: www.etecla.com.br.
| Selo de 1968 lembra o naufrágio. |






















