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| Golfinho: após glória, fim melancólico. |
Em dezembro de 2010, quando o jornal Do Quintal reuniu representantes do Pilarzinho e ex-atletas do Clube do Golfinho para reivindicarem que o poder público resgatasse a estrutura da histórica escola de natação, recebemos o apoio de um dos maiores nadadores da história nacional. Rogério Romero, único brasileiro a nadar em cinco olimpíadas, conseguiu seu primeiro índice olímpico nas águas do Clube no Pilarzinho.
| Fechado, passou a criar mosquitos... |
O Clube do Golfinho, que teve seu auge nos anos 80, quando formou uma leva de campeões que o colocaram entre os principais clubes de natação do País, teve um final melancólico há nove anos. Nos últimos anos em que funcionaram, porém, as piscinas do Golfinho abrigaram um trabalho social exemplar realizado pelo renomado técnico de triatlhon Homero Cachel.
Antes do Clube do Golfinho ser criado, na metade da década
de 1970, nenhum nadador paranaense conseguira destaque entre os principais
nadadores nacionais. A primeira a realizar a façanha foi Ilana Kriger. Não por
acaso, filha de Berek, o mentor do Golfinho. Aos 17 anos, estudando e morando em São Paulo , mas nadando
pelo Clube do Pilarzinho, ela bateu o recorde sul-americano dos 200 metros costa.
Quando a menina Ilana entrou na piscina do Minas Tênis
Clube, em Belo
Horizonte , no dia 3 de fevereiro de 1977...
Doc com Don McKenzie, Mark
Spitz e Charlie Hickox.
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| Rogério Romero. |
Não é preciso ser um grande analista para concluir que o
Brasil ainda tem muito a fazer para um dia conseguir ficar pelo menos entre os
dez primeiros países em uma Olimpíada. A formação de atletas de alto nível ainda
está muito longe, por exemplo, do desempenho do País na economia mundial, onde
figura atualmente em sexto lugar. Formar
atletas de ponta não é um trabalho fácil, mas é possível. Um grande exemplo disso
foi dado nos anos 70 e 80 do século passado por um clube criado no bairro
Pilarzinho, o Golfinho.
As águas do Golfinho foram férteis na criação de campeões.
Com o recorde quebrado por Ilana Kriger, em 1977, o clube de Curitiba mostrou ao que
veio. Nessa época, com apenas dois anos de sua inauguração oficial, os atletas
do clube já detinham a maioria dos recordes paranaenses,
Antes do Clube do Golfinho, nenhum nadador paranaense tinha
conquistado destaque na natação nacional. A primeira a realizar a façanha foi
Ilana Kriger. Não por acaso, filha de Berek, o mentor do Golfinho. Aos 17 anos,
estudando e morando em São
Paulo , mas nadando pelo Golfinho, ela bateu o recorde
sul-americano dos 200 metros
costa.
| Ilana, ao centro, a primeira recordista sulamericana, entre a irmã Thalma e a mãe Rosa Kriger. |
Enquanto o
Brasil se prepara para sediar sua primeira Olimpíada, em 2016, uma estrutura
que serviu por mais de 20 anos para formar campeões da natação foi
esquecida. O Clube do Golfinho, referência da natação de alto nível dos
anos 70 ao final dos 90 do século passado, hoje é um fantasma para os moradores
próximos ao antigo número 28 da Rua São Salvador, no bairro Pilarzinho.
| Primeira piscina olímpica do PR |
O Pilarzinho tem um patrimônio histórico à espera de a
Prefeitura Municipal resgatá-lo, transformá-lo num local de atendimento à
população e preservar uma das histórias mais bonitas e exemplares do esporte
curitibano. O Clube do Golfinho, criado nos anos 70 pela iniciativa de um grupo
de pais de jovens atletas, fez história ao se tornar a primeira escola de
natação do País, colocar o Paraná no mapa da natação nacional e abrir o caminho
para muitos atletas olímpicos. Nos
últimos anos, suas piscinas a céu aberto, em vez de campeões passaram a ser
criadouros de mosquitos. O caso foi levado ao prefeito Luciano Ducci em 2010,
e até agora comunidade e ex-atletas aguardam
a desapropriação da área.






